08 · O fim entrópico

A 2ª lei aplicada ao universo inteiro

A entropia cresce em cada estrela, cada motor e cada xícara de café. Levada ao limite, ela define o destino do cosmos. Arraste o tempo abaixo e veja as estrelas se afastarem.

Galáxias e nebulosas sendo rasgadas em filamentos de luz durante o Big Rip
Representação artística do Big Rip: a própria estrutura do espaço se expande mais rápido do que as forças que mantêm a matéria unida.

Linha do tempo da entropia

arraste o tempo
agorafim

13,8 bilhões de anos

Hoje

Estrelas queimam hidrogênio, gradientes de temperatura existem por todo lado e por isso trabalho é possível. A entropia do universo cresce a cada segundo.

Entropia relativa

18%

Trabalho disponível

82%

Comparador de finais do universo

Um controle, três destinos. Arraste o tempo cósmico e compare temperatura, entropia e o que sobra de estrutura em cada cenário.

35% do caminho até o fim
hojefim
Espaço escuro com poucas estrelas vermelhas se apagando

Big Freeze

energia escura constante (w = −1)

temperatura média

2.4e-1 K

entropia 47%

estrutura

só restos estelares: anãs brancas e buracos negros

Tudo continua no lugar, apenas apaga. A entropia chega ao máximo e nenhum trabalho é mais possível. (→ infinito)

Galáxias esticadas e rasgadas em filamentos de luz magenta

Big Rip

energia escura crescente (w < −1)

temperatura média

4.6e-1 K

entropia 47%

estrutura

aglomerados de galáxias começam a se soltar

A expansão acelera sem limite e vence todas as forças, uma a uma, até desmontar a matéria. (~10¹¹ anos)

Galáxias colapsando para um núcleo branco incandescente

Big Crunch

energia escura enfraquece, gravidade domina

temperatura média

3.8e+3 K

entropia 43%

estrutura

expansão desacelera e a gravidade retoma

Um fim quente: o universo volta a se contrair e reaquece até uma singularidade. (~10¹² anos)

Espaço quase vazio e escuro com poucas estrelas vermelhas apagando, representando a morte térmica do universo

Morte térmica

energia escura constante (w = −1)

A expansão segue acelerando de forma estável. Toda diferença de temperatura se dissolve; a entropia atinge o máximo e nenhum trabalho é mais possível. Nada quebra — tudo apenas para.

Galáxias sendo esticadas e rasgadas em filamentos de luz magenta pela energia escura, representando o Big Rip

Big Rip

energia escura crescente (w < −1)

A densidade de energia escura aumenta com o tempo. Em algum instante finito a expansão vence a gravidade, o eletromagnetismo e a força nuclear: galáxias, estrelas, planetas e por fim átomos são rasgados.

Galáxias colapsando para um núcleo branco incandescente, representando o Big Crunch

Big Crunch

energia escura enfraquece

A gravidade volta a dominar e o universo colapsa, reaquecendo tudo até uma singularidade. Um fim quente em vez de um fim frio.

Por que isso é termodinâmica?

Trabalho útil só existe onde há diferença de temperatura. Enquanto estrelas brilham num espaço a 2,7 K, o gradiente é enorme e a vida é possível. Conforme a energia se espalha, o universo se aproxima do equilíbrio — e um universo em equilíbrio perfeito é um universo em que nada mais acontece. O Big Rip é a versão violenta desse fim: a expansão acelerada desfaz as próprias estruturas antes que elas terminem de esfriar.